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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Tudo o que faço ou medito.

Identifico-me bastante com este poema:

Tudo o que faço ou medito
Fica sempre pela metade,
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lucida e rica,
E eu sou um mar de sargaço -

Um mar onde boiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Nao o sei e sei-o bem.

Fernando Pessoa,
o meu antepassado provavelmente.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

And she read...

"Nietzsche, que tinha tanto de louco como de sábio, escreveu que a grandeza de um homem está em ser uma ponte e não uma meta. Mas ninguém consegue construir uma ponte sozinho, nem carregar um piano, nem mudar uma casa, por isso aprendi algo mais difícil: aprendi a ficar quieta quando aquilo que mais quero e desejo não depende só de mim. E com essa nova e preciosa lição veio a paz, a tranquilidade, a harmonia dos dias sossegados e das noites de sono profundo(...)"


Margarida Rebelo Pinto in Diário da tua ausência


Foto por: Moiaaron

domingo, 8 de julho de 2007

And she opened...

...her bedside drawer, opened the black notebook and read:

Palavras. Actos.

São apenas palavras gastas
Sem qualquer significado
Ditas sem sentimento,
Que gelam a confiança
Que nos tiram por vezes a esperança.

Que nos decepcionam.
Não só as palavras, também os actos,
Pequenas palavras, até pequenos gestos
Queimam-nos por dentro
Como se um incêndio se formasse em nós.

Palavras gastas, actos falsos,
Coisas que nos confundem
Que até nos trazem remorsos,
Por nelas termos acreditado.
Iludidos:
Estávamos expostos.

(sem data apontada)