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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

"And so it is...

...The shorter story/ No love, no glory/ No hero in her sky”
Damien Rice - The Blower's Daughter

Apesar da minha “cultura cinematográfica” não ser a melhor, atrevo-me a fazer um comentário acerca de um filme que vi e gostei bastante.



Hello Stranger!

Closer é um filme acerca de proximidades, atracções, encontros por acaso e amor. Trama sobre 4 vidas que, sendo absolutamente distintas e indiferentes umas das outras, se encontram por acasos da vida, e constituem um género de “quadrado amoroso”… Não se deixem enganar pela “geometria” do filme, não é nenhuma comédia romântica banal.
As 4 vidas, completamente desconhecidas, com pensamentos diferentes (amor, incerteza, manipulação e fragilidade), têm o mesmo objectivo, encontrar o amor que tanto procuram, tentando fugir à infidelidade, à mentira e à indiferença nas relações.
O filme é marcado por quem ama e por quem quer amar. No fim, nenhum deles o saberá, ou saberão cada um à sua maneira… mas a verdade dói. Não me vou adiantar muito mais sobre o enredo em si, porque vale a pena ver.

A banda sonora é marcante no filme, visto que é iniciado (e finalizado) pelo excelente “The Blower’s Daughter” e tem “nuances” de “Cold Water” em algumas cenas, ambas de Damien Rice, que dão um ar místico mas compreensível à trama, sendo impossível ficar indiferente a elas. A música no final encaixa-se perfeitamente.

Closer é um filme sobre a vida e sobre relações humanas, não retratado da maneira “hollywoodesca” a que estamos habituados, mas sim, pelo ponto de visa comum, pela realidade. Eufemismos, não vemos neste filme. O que é, é. O que é real, não é perfeito, e há sempre quem sofra e quem faça sofrer, mas a vida continua.