"When you put your arms around me, I get a fever that's so hard to bear...
You give me fever (...)
Sun lights up the daytime, moon lights up the night
I light up when you call my name, and you know I'm gonna treat you right"
Não posso. Não quero. Quero. Não digo. Não posso. Não não não não.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
data de validade
Hoje mais do que nunca apetece-me escrever. Apetece-me vomitar palavras no papel - ou no teclado, mas papel soa sempre melhor - apetece-me empurrar os pensamentos todos de cá de dentro. A sua data de validade expirou. Já ganharam bolor e hoje (e não só hoje) deixam um sabor amargo na boca da vida. Hoje apetece-me. Porquê hoje? Não sei, podia ser ontem ou amanhã, já há muito que expiraram. Porquê? Não sei. Já se quebrou a analogia. Posso sempre arranjar outra, mas aquela soou tão bem, tão repugnante e brutalmente verdadeira que me espantou. É por ser hoje. Mas hoje nada há de especial, como não houve ontem, nem há-de haver amanhã. E todos os dias da minha vida. Todos eles me deixam um trago de saudade de tempos idos ou por vir, esses sim, que podiam expirar, mas têm validade permanente. Afinal a analogia ainda não acabou. Como disse, hoje estou para vomitar palavras e até parecem sair com o mínimo sentido, aquele que os meus sentidos lhes conseguem dar. Hoje.
Hoje sinto um cheiro intragável a fim - são os pensamentos. Acabaram-se-me os pensamentos. E hoje já não consigo mais escrever.
Hoje sinto um cheiro intragável a fim - são os pensamentos. Acabaram-se-me os pensamentos. E hoje já não consigo mais escrever.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
a história acaba, mas começa o texto?
"O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto."
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Sim, era eu aquela que dizia que não sentia, que só pensava. Era eu aquela que sonhava em sentir. Hoje sou aquela que sente. Dói, magoa, mas estou contente, porque agora sei que sinto. Posso continuar a dizer que só penso e sonho. Aliás, continuo a fazê-lo, não seria de todo uma mentira, mas também sinto. Sou.
sábado, 26 de setembro de 2009
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