sexta-feira, 18 de junho de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Vida Primaveril

O passarinho não voou e eu deixei-o ficar. Afinal é bom cantar com ele.

terça-feira, 18 de maio de 2010

and she...

...(literally) said. Well, not said, wrote. But, this time, not only to herself. It just feels right.

(deu-me para escrever em inglês...só para dar continuidade ao nome do blog)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

à margem da vida

Tenho medo. Confesso. Sou uma medrosa, uma cobarde, o que me quiserem chamar. Não vivo a vida, vou vivendo. Fico na margem do rio, vendo-o passar. Daqui vejo muitas coisas e gosto do que vejo. Penso como seria lá estar, no rio. Por lá nadar, mergulhar de cabeça ou apenas boiar. Mas nunca me atiro. É um bocado assustador, nunca se sabe com o que se pode contar. Raras são as vezes que encontro quem queira estar à margem do rio comigo, muitas são as pessoas que me acenam e dizem para me atirar. Não vou nisso... Porém, um dia, salpicaram-me, mas a água estava fria e cheguei-me ainda mais para trás na margem do rio. Não é assim que se faz, não é assim que se ensina alguém a nadar. Só queria que me chamassem e me fizessem querer nadar de novo. Me puxassem devagar, me fizessem ver que aquela água não é assim tão fria e, que acompanhados, é sempre bom estar ali. Mesmo que depois fosse esfriando. Não quero saber, ao menos teria começado a aprender a nadar. Afinal não se pode querer tudo de uma vez e de certeza que não vou aprender a nadar da primeira vez que me atirar ao rio.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cortes e devaneios

Hoje cortei o cabelo. Não que isso tenha alguma relevância, mas apeteceu-me mudar de visual. Era bom que a mudança psicológica também fosse assim tão fácil. Pintavamos umas madeixas extrovertidas aqui, cortavamos a timidez a mais ali, coloriamos a mente com as cores que quisessemos e tirávamos o cinzento. Mas não é. Não existem extensões para a vida, cortes radicais ou extreme psychological makeovers. Mas era bom que houvesse. Eu sei que a analogia é um bocado estúpida, mas foi para o que me deu hoje, já que foi hoje que cortei o cabelo que me apeteceu cortar algum lado psicológico, mas, infelizmente, não deu. Já não consigo prolongar mais a analogia, e também não devia tê-la começado sequer, uma vez que tenho tanta coisa para fazer. Mas e vontade? Nenhuma. Zero. E, tu, já saías era da minha cabeça. Vou só ali pegar numa tesoura e cortar-te de vez. Ah, não dá. Já me tinha esquecido. Afinal foi só mesmo o cabelo.

domingo, 2 de maio de 2010

Vale mais fechar os olhos, seguir aquilo em que queremos acreditar e acabar por, eventualmente, levar com um choque de realidade ou nem sequer seguir nada e ficar sempre com aquilo a que estamos habituados?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Por um dia gostava de não pensar nas consequências, no porquê, no como, no quando. Por uma vez gostava de fazer, só.
Toca o telefone.
Apesar do meu querer, não és tu. Mas não passa disso, de querer. Provavelmente mal sabes disso também. Mal me conheces e mal te conheço - mal nos conhecemos. Mas também não te culpo, eu mal me dou a conhecer.
São quase duas da manhã e apetece-me telefonar-te ao mesmo tempo que me apetece escrever-te sem te escrever. Nunca o fiz, apesar da minha vontade ter sido suscitada várias vezes. É normal - diria eu numa outra qualquer noite. Mas não é normal. Não é. Qualquer outra pessoa cede à sua vontade e faz o que bem lhe apetece. É a lei natural das coisas. Se não fizessemos o que queriamos provavelmente estaria tudo como eu - sempre a pensar "Por que é que não fiz? Por que é que não disse?". Muitas são as vezes que me faço tais perguntas, nenhuma a vez que encontro resposta, pelo menos uma que seja válida e não apenas uma desculpa para não querer dizer que apenas segui o caminho mais fácil.
Toca o telefone.
Outra vez não és tu. Já não queres saber e não te culpo - até eu já estou cansada de mim. E este cansaço infecundo gera o mesmo caminho infecundo de sempre, cujo trajecto é o mais infecundo - o mais fácil. Mas eu não quero seguir esse caminho, apenas o sigo por habituação, por defesa, por cuidado ou precaução. Por desconfiança. De mim mesma que não sei, ou dos outros de quem nunca nada saberei.
Por um dia gostava de não pensar nas consequências, no porquê, no como, no quando. Por uma vez gostava de fazer, só. De ser, só.